segunda-feira, 6 de julho de 2015

Proposta de pauta vencedora do Prêmio Jovem Jornalista começa a sair do papel


Luiz Claúdio Cunha é o primeiro a falar para o documentário que contará o caso de censura judicial sofrido pelo Jornal Já

As gravações do documentário “O caso do Jornal Já”, proposta selecionada na edição 2015 do Prêmio Jovem Jornalista, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog, começaram na manhã da última segunda-feira, 29, na cidade de Caxias do Sul. Em sua terra natal, Luiz Claúdio Cunha, jornalista premiado que divulgou o caso do Já em âmbito nacional, faz uma crítica à imprensa gaúcha e às instituições ligadas à defesa dos direitos desses profissionais, que teriam ficado omissas, sem tomar qualquer posicionamento diante de uma injustiça. Ele refere-se à condenação do Jornal Já por dano moral, a partir de uma reportagem escrita e publicada, em 2001, pelo editor e jornalista Elmar Bones sobre a morte de Lindomar Rigotto e outros dois fatos que o envolviam – a morte de uma garota de programa que estava em seu apartamento e a fraude da CEEE, maior já cometida contra o patrimônio público do estado, que, até hoje, corre em segredo de justiça. Luiz Cláudio falou ainda sobre sua relação com Elmar e com o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, irmão de Lindomar.





Sobre o documentário

A produção propõe-se a resgatar a história do jornalista Elmar Bones e sua saga à frente da publicação gaúcha condenada a pagar um valor inicial de 17 mil reais à família Rigotto, por dano moral, em 2003. Organizações ligadas à defesa do direito à liberdade de expressão apontam o caso do Jornal Já como um exemplo emblemático de judicialização da censura no país, que tem se repetido com frequência. A equipe ainda vai ouvir nomes vinculados ao Direito e ao Jornalismo, além do próprio Elmar Bones, pessoas próximas a ele e família Rigotto.

A realização do documentário conta com a participação da estudante de Jornalismo da Unisinos, Joyce Heurich, da professora orientadora, Luciana Kraemer, da mentora indicada pelo Instituto Vladimir Herzog, Bianca Vasconcellos, jornalista da EBC, e apoio da produtora Epifania Filmes. O documentário finalizado deve ser entregue à comissão do Prêmio até o dia 20 de setembro de 2015.




sábado, 27 de junho de 2015

Fazendo História

As gravações do longa-metragem "Pra ficar na história", na cidade de Garibaldi-RS, foram retomadas pela equipe da Epifania Filmes. O documentário acompanha o projeto de Luiz Fitarelli de construir, com as próprias mãos, um museu etnográfico, onde ele tenta reproduzir uma vila italiana do final do século XIX.

Veterinário, Fitarelli, largou a profissão para trabalhar com restauro de móveis antigos enquanto coleciona objetos que fazem parte do acervo desse museu à céu aberto, ainda inacabado. Mesmo assim, já serviu de locação para várias produções da Rede Globo como séries e novelas, além de cenário para ensaios fotográficos da Playboy e outras revistas.

"Pra ficar na história" teve início com a gravação de um curta-metragem para o projeto Histórias Curtas, da RBSTV, e levou os prêmios de melhor diretor, para Boca Migotto e melhor montagem, para Alfredo Barros. Agora o projeto deve virar um longa e discutir a preservação da memória e da história no Brasil através de um sonho pessoal. Ironicamente, o homem que está construindo esse espaço para a memória, pensando no legado que deixará para as futuras gerações, não tem, dentro da própria família, um sucessor para seguir com o seu sonho. 

O trabalho do diretor Boca Migotto foi destaque no jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul. Enquanto Luiz Fitarelli restaura móveis e constrói cidades pensando em preservar a memória do imigrante italiano para as próximas gerações, o diretor, professor de cinema e sócio da Epifania Filmes, já há muitos anos, utiliza o cinema como ferramenta de preservação da memória local. "Pra ficar na história" tem o intuito de aprofundar a discussão e, de certa forma, fechar o tema que já é trabalhado por Boca Migotto desde 2008 quando realizou "Rio da Antas, Vale da Fé", também para a RBSTV.

Matéria de Siliane Vieira, para o jornal Pioneiro.



quarta-feira, 24 de junho de 2015

FRAPA - terceira edição

Acontece de 4 a 6 de agosto, em Porto Alegre, a terceira edição do FRAPA – Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre.

Realizado pela Epifania Filmes, Coelho Voador e Ausgang, o Festival concentra as discussões acerca da produção de roteiros para filmes, séries, documentários e outros gêneros audiovisuais. O FRAPA também conta com Mostra Competitiva Internacional de Curtas, Concurso de Roteiros e Rodada de Negócios.

O objetivo do FRAPA é aproximar o mercado audiovisual brasileiro e sul-americano a partir de Porto Alegre, por isso, vários roteiristas do Brasil, Uruguai, Argentina e outros países da América Latina, estarão discutindo a produção audiovisual a partir do viés do roteiro.

O FRAPA acontece três dias antes do Festival de Cinema de Gramado, o que permite aos interessados, também, conciliarem os dois eventos em uma mesma viagem e, de quebra, aproveitar um chocolate quente na Serra Gaúcha.

Entre no site e saiba mais sobre o primeiro festival de roteiros da América Latina.

 


quarta-feira, 25 de março de 2015

É Tudo Verdade no Bom Fim!

Produzido pela Epifania Filmes e dirigido por Boca MigottoFilme Sobre um Bom Fim  foi selecionado para a mostra competitiva nacional de longas e médias metragens da 20ª edição do É Tudo Verdade, o mais importante evento da América Latina dedicado ao documentário, que este ano ocorrerá entre os dias 09 e 19 de abril.




O filme aborda a importância político-cultural do Bom Fim, famoso bairro de Porto Alegre, no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, sobretudo no que diz respeito à arte e à política, motores de uma verdadeira transformação. Em meio a uma cena efervescente, circulavam artistas, lideranças estudantis, entre outros frequentadores que acabaram protagonizando ou mesmo apenas testemunhando a transformação sociocultural que de fato ganhou as ruas. 

Filme Sobre um Bom Fim é estruturado com base em entrevistas a pessoas que viveram os anos dourados do Bom Fim, entre eles algumas figuras célebres nacionalmente, como os cineastas Jorge Furtado e Otto Guerra, os músicos Nei Lisboa e Wander Wildner, os atores Marcos Breda e Werner Schünemann, ou muito conhecidas regionalmente, como Antônio Calheiros, o Toninho do Escaler – dono de um dos bares mais famosos da época, e Eduardo Bueno, o Peninha, jornalista e escritor.



Assista o trailer aqui!