quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Entrevistados segunda etapa de gravações - Bom Fim

A segunda etapa de gravações do documentário "O BOM FIM NOS ANOS 80 - O RASTRO DA CONTRACULTURA" (título provisório) contou com mais uma leva de grandes entrevistados! Veja quem participou desta segunda etapa:



O produtor musical Carlos Garcia, o Miranda; O professor Carlos Winckler; A professora e produtora musical Paola Oliveira; O radialista Mauro Borba; O publicitário Emílio Chagas; a cineasta Martha Biavaschi; o diretor de arte e dono do bar Ocidente Fiapo barth; a hostess Cikuta Castanheiro.


O cineasta Beto Souza; o músico Márcio Petracco; o músico Nei Lisboa; o Toninho do escaler (bar que marcou história no Bom Fim); o cineasta Jorge Furtado; o cineasta André Sittoni; os integrantes Cláudio Heinz, Julia barth e Heron Heinz da banda Os Replicantes; o jornalista e escritor Eduardo Bueno, o Peninha.



O jornalista Marcelo ferla; o publicitário Adriano Luz; o dono da locadora Zil Vídeo Hilton Zilberknop; o diretor de teatro Paulo Flores; a cinesta Biah Werther; o jornalista Milton Gerson; o jornalista e crítico musical Juarez Fonseca. 

As entrevistas foram gravadas no bairro Bom Fim em locais como o Parque Farroupilha, Café do Brique, Araújo Vianna, Clarita, Piperita, Ocidente, Zil Vídeo, Maomé, Petit Dalí, bar Ocidente, La Cafeteria, El Basco Loco e Café Fon Fon.







terça-feira, 15 de outubro de 2013

Entrevistados Primeira Etapa de Gravações

A primeira etapa de filmagens do documentário "O BOM FIM NOS ANOS 80 - O RASTRO DA CONTRACULTURA" foi muito produtiva e recheada de boas histórias. Tivemos vários depoimentos falando sobre a produção cultural que rolou na década de 80 pelo bairro, a música, o teatro, o cinema, a produção cinematográfica e também foram surgindo os personagens que fizeram do Bom Fim um bairro muito importante e que colaborou para o surgimento da cultura contemporânea em Porto Alegre. Veja quem foram os entrevistados desta primeira fase:



O professor, jornalista e escritor Juremir Machado; o jornalista e escritor Paulo César Teixeira; a jornalista Mary Mezzari; a diretora regional do PSTU Vera Guasso, o músico e professor Frank Jorge; a cabelereira Necca Wortmann.



O músico Egisto Dal Santo; o multimídia Claudinho Pereira; o mestre Lucio Fernandes Pedroso; o músico Julio Reny; o cineasta Otto Guerra;  os cineastas Ana Azevedo e Giba Assis Brasil.



O multimídia Moah Sousa; o cineasta e professor Glênio Póvoas; a super frequentadora da lancheria Ana Paula Rocha; o joalheiro Zé Giralt; o cineasta Gerbase; a cineasta Luciana Tomasi; o jornalista Cristiano Zanella; o jornalista Elmar Bones.

A maior parte das entrevistas foram gravadas pelo bairro Bom Fim: no Parque Farroupilha, no Café Vulp, no restaurante Suprem, no bar e restaurante Mariu’s, no Baden Café, no bar Odessa, na Lancheria do Parque, na Palavraria, no Café Bristol e no bar e restaurante Zero de Conduta.  

As bandas que marcaram a década de 80 no Bom Fim

Os anos 80 foram muito importantes para a música nacional. É nesta época que surgiram importantes bandas nas mais diversas regiões do Brasil, algumas delas ainda hoje ativas e conhecidas pelo grande público. 

Em Porto Alegre, foi no bairro Bom Fim o berço desta grande efervescência musical. Era no “Bonfa” que as pessoas se encontravam e se conheciam, formando assim as bandas,  em sua maioria de rock and roll. Era no bairro, também, que ficavam os lugares onde estas bandas tocavam: Ocidente, Araújo Vianna, Escaler, Vermelho 23. 

Outro fator que contribuiu para a formação e divulgação dessas bandas no bairro Bom Fim foi a Rádio Ipanema, que ficava na José Bonifácio. Com essa conjunção de fatores muitas bandas bacanas surgiram naquela época como estas listadas aqui abaixo. 

Para ouvir um som e entrar no clima do Bom Fim dos anos 80 é só clicar no nome da banda.






















quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pelos bares do Bom Fim...

O Bom Fim teve muitos bares que marcaram a noite porto alegrense e o próprio bairro. Na década de 70, na esquina maldita, havia o Copa 70, o Marius, o Estudantil e o Alaska, bares estes frequentados por estudantes e militantes políticos, em sua maioria. Já na década de 80, com a transição da boemia para o “baixo bom fim”, que ficava entre a Rua Felipe Camarão e a Rua General João Teles, abriram inúmeros bares que tinham, em cada um deles, diferentes tipos de frequentadores. Era a época das tribos. Existiam os punks, os hippies, os darks, os headbangers, os skaters, os new waves, os heavy metals.


O mapa dos bares que fizeram história no bairro Bom Fim

Lola
Ficava na Avenida Osvaldo Aranha pertinho da esquina com a João Teles. De tarde era uma lancheria e de noite virara um agitado bar. Seus maiores frequentadores eram os punks. Era o lugar com cerveja mais barata dos bares do Bom Fim daquela época.

Lancheria Lola

Ocidente
Um dos poucos sobreviventes da década de 80. O Ocidente, na época, era frequentado pela galera do teatro. Rolava muitas peças de teatro e festas com música brasileira. O bar Ocidente, como afirma o dono Fiapo Barth, “entrou para a noite com a ideia de montar uma agenda noturna na cidade”, coisa que antes não acontecia. As noites eram sempre iguais. Para mudar isso a cada dia da semana havia alguma atração, peça de teatro ou show rolando no bar. No início o Ocidente era para poucos, a entrada não era para qualquer um, muitos contam que os punks muitas vezes entravam pela janela. O bar Ocidente continua aberto e virou patrimônio da cidade, sendo frequentado hoje em dia pelos mais variados grupos.

O Bar Ocidente na década de 80

Bocaccio
O bar Bocaccio abriu em 1985 e ficava embaixo do bar Ocidente. Chamava muito a atenção, pois ficava passando vídeos em VHS do The Cure, Stones entre outros. A maioria dos frequentadores eram os darks, e new waves. Era um barzinho pequeno, mas sua decoração agradava muito quem o frequentava.

Bar João
O bar do João virou um clássico no Bom Fim. Era um extenso bar com várias prateleiras recheadas de cachaças, algumas bem peculiares como a de tijolo ou a de morcego. No fundo tinha algumas mesas de sinuca profissional e bem no meio um palco que rolava sempre a mesma banda. Era muito frequentado pela galera que curtia um bom metal. O mais engraçado é que de manhã e a tarde o bar era frequentado por velhinhos judeus que ali se reuniam para conversar sobre o bairro e o mundo, tomando seu cafezinho matinal. O Bar João fechou nos anos 90 deixando muita saudade.


As famosas cachaças do bar João

Lancheria Redenção
Ficava na Osvaldo ao lado do Bar João. Poucas pessoas comentam sobre ele e, apesar de não ser um dos nomes mais famosos, era frequentado por todas as tribos. Um lugar mais modesto.

Lancheria do Parque
A famosa e resistente Lancheria do Parque continua aberta e é sucesso até hoje. Antigamente era frequentada por políticos e intelectuais, que ali debatiam e bebiam muita cerveja. De dia a população do Bom Fim passava ali para comer um lanche, uma batida, um suco bem gelado e natural ou almoçar. A Lancheria sempre teve esse viés de ser um local de alimentação, um restaurante, mesmo que a noite na década de 80 rolava muita bebida e cigarros, no final todo mundo acabava comendo alguma coisa e voltava pra casa de barriga cheia!

A Lancheria do Parque hoje

Fedor
O Fedor é um dos bares mais antigos dos citados. Seu fim foi trágico, acabou incendiando, muitos dizem que foi uma empada que explodiu! O Fedor, como o nome já diz, era realmente um lugar sujo e fedorento, mas que nunca gostou de um belo pé sujo?! No início fora frequentado pelos judeus do bairro e logo depois, todas as tribos davam uma passadinha nele ou no início ou no final da noite. Era o lugar da época que nunca fechava.

Luar Luar
Era o bar que ficava no mercado do Bom Fim. Era um bar bem grande que enchia mais aos domingos. A galera ia lá depois de um belo passeio na redenção para curtir aquele final de tarde. Seus frequentadores vinham de todos os bairros de POA e aproveitam para tomar aquela ceva no seu dia de folga.

Escaler
O Escaler, outro bar que ficou famoso na época, era um bar pequeno, mas que tinha um palco onde rolava muitos shows das bandas que despontavam na década de 80. Ficava no mercado Bom Fim virado para a redenção, lugar especial para todo o Porto Alegrense. Ali se tinha liberdade para fumar um e escutar um som sem ser incomodado. Seus frequentadores eram os hippies, punks, e todas as demais, já que ali rolavam todas as bandas da época.

O Escaler nos anos 80

São estes os bares que marcaram o Bom Fim da década de 80, cada um com a sua história, cada um com a sua importância. E foram neles que foi surgindo tudo o que ia rolando neste momento, uma nova banda, um novo grupo, um novo filme, uma nova peça de teatro, uma nova identidade. Hoje em dia o Bom Fim mudou mas continua com esta característica: um bairro que é reduto de novas ideias e fonte de inspiração de novos projetos.