terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Esquina Maldita – Onde tudo começou

Na década de 60, surge próximo a faculdade da UFRGS a Esquina Maldita. Um reduto formado por quatro bares: Copa 70, Alaska, Estudantil e, um pouco tardio, o Mariu’s. Os frequentadores, na sua maioria, eram estudantes da UFRGS, políticos, escritores, poetas e o pessoal do teatro.

Na esquina da Osvaldo Aranha com a Rua Sarmento Leite - esta Esquina Maldita, como ficou conhecida –, prosperou nas décadas de 1960 e 1970. Um gueto boêmio com vida intelectual inquieta e independente, cujos protagonistas foram testemunhas do surgimento de uma cultura urbana contemporânea em Porto Alegre.


Acervo pessoal Diaci Ribeiro - Reprodução livro Esquina Maldita, de Paulo César Teixeira

"As duas vertentes que ali predominaram – a dos que pretendiam transformar o mundo e a dos que propunham revolucionar a própria vida – produziram uma boemia com ares existencialistas, que oscilava entre o proselitismo e a porra-louquice. Esse traço distingue com nitidez a Esquina Maldita dos demais pontos boêmios da cidade em sua época."


E é do final deste reduto que nasce o Bom Fim que trataremos no filme. O chamado baixo Bom Fim, que teve uma nova formação cultural, uma nova juventude e uma nova história! Neste segundo momento do Bom Fim surge um novo momento. Era o de produzir. Ali se produziu muitos filmes, se montou muitas bandas, se pensou política e cultura, mas também gerou muita polêmica em função das bebidas e das drogas.


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