quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Balanço Anual 2012


Às vésperas do anunciado fim do mundo, aproveitamos para fazer uma análise reflexiva sobre esse ano de 2012 para nós da Epifania Filmes.

No final de 2011 fomos surpreendidos com a ótima notícia de que o nosso projeto Memórias em Sal de Prata havia sido selecionado para o pitching do Edital Histórias que Ficam da CSN. Eram três projetos da região sul para um vencedor. Infelizmente, ficamos em segundo lugar e a alegria da indicação se tornou em uma frustração sem tamanho.

Estão certos aqueles que dizem que é da dor e da tragédia que tiramos as melhores lições da nossa vida. Vencer é ótimo e necessário, mas é do insucesso que construímos as bases para nos fortalecermos como pessoas e como profissionais. Assim, depois de muito pensar sobre como viabilizar o Memórias em Sal de Prata, juntamos nossos parceiros fiéis, Bruno Polidoro e Fernando Basso, mais a participação do João Gabriel de Queiroz, e gravamos mesmo assim. É claro que sem grana tivemos que readequar o projeto, que  se transformou em um curta-metragem e está nas mãos do nosso montador para todas as horas, Drégus de Oliveira.

Memórias em Sal de Prata

Ainda no final de 2011 começamos as gravações de Cine Brasília, em Carazinho. Em outubro, fizemos os últimos takes e depoimentos em Porto Alegre, e o curta já está (também) nas mãos do Drégus, sendo montado e, se o mundo sobreviver ao Calendário Maia, serão nossas duas obras que participarão dos festivais de cinema no ano de 2013.
Nosso prêmio de consolação por não termos ganho o concurso do CSN, foi participar do Histórias Curtas 2012 com o projeto “O Admirável Lançador de Dardos” que se tornou um belo documentário que transita entre o passado, o presente, a história oficial e a lenda. O documentário rendeu um merecido prêmio de Melhor Direção de Produção (Mariana Muller), embora mereceria prêmios pela Fotografia (de Bruno Polidoro) e Arte (de Pauliana Becker). Enfim, o que vale é a memória de Willy Seewald, que se preserva.

Admirável Lançador de Dardos

Nesses três anos de Epifania Filmes, esse foi o ano no qual mais se produziu. Realizamos o curta-documentário Tcheco, em mais uma parceria com Bruno Polidoro e Fernando Basso e o curta-metragem Ignácio e Saldanha, este roteirizado pelo amigo Leo Garcia, e coproduzido pela produtora dele, a Coelho Voador. Ambos estão correndo vários festivais pelo mundo, distribuídos pela Avante Filmes, e o segundo garantiu a primeira participação da Epifania Filmes no Festival de Cinema de Gramado e já ganhou uma menção honrosa no Festival de Faro, em Portugal. Fora os projetos encomendados por clientes, como o Te Liga, Goiaba!, para a ONG Via Vida,  e o documentário arquitetônico Sobrado Weber, para a Prefeitura de Tupandi.

Boa crítica recebido pelo filme Tcheco após exibição em um festival

Cena de Ignácio e Saldanha

Paralelamente a tudo isso, a Epifania Filmes, desenvolve com a Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves um projeto de formatação do NAC – Núcleo de Produção Audiovisual Cenecista, onde gravamos,  coproduzindo com a Som de Cinema, o curta “Oficina de Gaitas”. O documentário será montado em 2013 e provavelmente iniciará sua carreira nos festivais em 2014, ano da tão aguardada Copa do Mundo no Brasil. Esse documentário é um formato que, junto com o professor Felipe Gue Martini, foi pensado para aproximar academia e mercado, realizando produtos de qualidade e, também, capacitando os alunos da região serrana que estão interessados em realizar produções de documentário.

E o que esperar de 2013?

Nossa parceria com o roteirista Leo Garcia rendeu uma das melhores notícias do ano. O projeto de minissérie “Bocheiros”, escrito dentro das oficinas da Alfaitaria de Roteiros da Coelho Voador, ganhou o FAC Pólo Audiovisual e será filmado em 2013 na Serra Gaúcha. Talvez apenas não tenha sido a melhor notícia do ano pois em dezembro, a poucos dias, ganhamos o Fumproarte com o projeto Bom Fim – O Rastro da Contracultura, nosso primeiro longa-metragem que estava tramitando em editais do Fumproarte, Histórias Curtas, MinC, DocTV, entre tantos outros, durante dez anos. Nossa teimosia e persistência fizeram com que o projeto nascesse das mãos do Boca e do amigo Marcelo Martins, que hoje nem trabalha mais com audiovisual, lá em 2002, passasse pela antiga produtora dele, a Artéria Filmes, fosse assumido pela Mariana, depois pela Epifania, e finalmente será produzido no próximo ano.

Ainda em 2012, firmamos uma parceria com a Infoco Filmes, em busca da captação de recursos, via LIC RS, para o longa-metragem documentário Bento Gonçalves, a Capital do Vinho, de direção do Boca. Com a Boulevard Filmes, Coletivo Inconsciente e Coelho Voador, temos outro projeto no mesmo estágio. Estamos captando recursos via LEI DO AUDIOVISUAL – ANCINE para o projeto de longa- metragem, também documentário, A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro, com direção de Leo Garcia e Zeca Britto.

Para 2013, também, a nossa intenção é nos aproximarmos cada vez mais de outras produtoras amigas. Em busca de viabilizar outros projetos que já estão em diversas fases de formatação e construir parcerias que nos ajudem a fazer frente com as grandes produtoras do mercado, estamos reforçando nossa aproximação com a Coelho Voador e a Besouro Filmes, além de nos aproximarmos cada vez mais da Boulevard Filmes, do Rio de Janeiro, e da SQMA Film Delivery, do amigo Cristiano Trein.
2012 foi um ano de colheita, colhemos os frutos de muito trabalho que vinha sido realizado, muitas vezes, ainda antes do nascimento da Epifania Filmes. Também foi um ano de plantações, várias culturas foram semeadas ao longo de 2012 e, algumas, já estão germinando, como o projeto Exilados, sobre os gaúchos que participaram da guerrilha armada em 1973 no Chile, que estará no pitching do Histórias Curtas em busca da total aprovação e, se confirmado, será realizado também em 2013.

Poderia ter sido melhor? Poderia, claro, poderíamos estar falando sobre como foi maravilhoso realizar o Memórias em Sal de Prata com um financiamento direto de R$ 600.000,00, via Histórias que Ficam. Mesmo assim, consideramos 2012 o grande ano da Epifania Filmes até agora, o ano de consolidação da produtora e de esperança para um futuro carregado de muito trabalho e realizações.

É por tudo isso que temos certeza que o mundo não acabará no dia 21, pois temos muitos projetos para realizar no próximo ano e, sinceramente, faremos isso seja como for. Convidamos todos a acompanharem 2013 com a gente e torcerem por nós. Mas, até agora, obrigado a todos que nos acompanharam e acreditaram em projetos nossos esse ano, em particular os sempre presentes Leo Garcia, Bruno Polidoro, Drégus de  Oliveira e Fernando Basso. Valeu!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CO-PRODUÇÃO MERCADO E ACADEMIA


A Epifania Filmes e a Som de Cinema são parceiros do NAC - o Núcleo de Produção Audiovisual da Faculdade Cenecista, e estão produzindo juntos o documentário "Oficina de Gaitas", sobre cinco ex-funcionários da antiga fábrica de gaitas Todeschini, que ainda sobrevivem afinando e consertando gaitas para artistas de todo o Brasil, Uruguai e Argentina.


O Argumento é de Fernando Basso, com direção coletiva de Ana Cris Paulus, Felipe Gue Martini e Boca Migotto.



Em breve, fotos das gravações.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

TCHECO recebe boa crítica no IV FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DA FRONTEIRA

O curta-documentário Tcheco esteve no IV FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DA FRONTEIRA em Bagé e foi criticado positivamente por um dos maiores críticos de cinema no Brasil. Cid Nader, formado pela Casper Líbero e um dos fundadores do Cinequanonescreveu sobre o curta, no seu site:

"Boca Migotto descobriu um senhor que lutou na Segunda Grande Guerra, foi atrás, fotografou-o e a todo o ambiente onde vive de forma exemplarmente bela e atraente (fotografia do Bruno Polidoro – que, diga-se de passagem, aparece cada vez em maior quantidade de produções gaúchas), sabedor de que trabalhar sobre recordações já é passo interessante e importante quando se deseja alcançar públicos mais desarmados (porque se veem e aos seus antepassados ali). 


E foi tanto pelo acerto na escolha desse senhor - pelo seu modo extremamente emotivo e belo de recontar o que viveu nos momentos finais dos combates na Itália (onde a tropas brasileira, a FEB, executou suas incursões que criaram mais marca), porque é um rascunho exemplar do que se preconiza como ser que vira santo quando envelhece -, quanto no interesse específico e histórico gerado pelos fatos contados por ele, notando ainda o rigor nas imagens e na montagem quase irrepreensíveis, que, ao final, o que se viu em Tcheco consegue fazer percebê-lo como um trabalho importante e de respeito. Fica uma boa marca na retina e na memória".




Leia todas as críticas de Cid Nader sobre os filmes do festival de fronteira, no site do Cinequanon.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Epifania é contemplada pelo FAC Pólo Audiovisual 2012!

A Epifania Filmes foi contemplada pelo edital do Fundo de Apoio à Cultura (Governo do Estado do RS)  para o Pólo Audiovisual, para a produção da série "Bocheiros".


“Bocheiros” será uma série de ficção, que se passa em Sereno do Sul, uma cidade fictícia, de colonização italiana, localizada na Serra Gaúcha. Esse pacato município de 2.036 habitantes tem uma rivalidade “secular” com a vizinha Nova Serração, cuja população é de 2.035 habitantes. Sereno do Sul, localizada às margens do Rio das Antas, foi um importante porto para a região, até os anos de 1970, quando perdeu sua importância com a abertura da Estrada Geral, cujo traçado da rodovia, inesperadamente, abençoou a comunidade de Nova Serração. Assim, ao se emancipar de Sereno do Sul, Nova Serração ficou mais próxima da estrada, o que contribuiu para que logo crescesse e se modernizasse. A população de Sereno do Sul, praticamente amordaçada, acompanhou de longe a modernização da rival, enquanto via sua economia encolher mais e mais.

Tentando resgatar o ânimo da comunidade, a prefeita de Sereno do Sul move montanhas para que o município sedie o Mundial Interclubes de Bocha. Esse importante torneio esportivo serve para recolocar Sereno do Sul na rota dos grandes eventos internacionais, mostrando ao  mundo, e à rival, Nova Serração, o poder político e econômico da cidade-mãe. No entanto, a vinda do torneio também abrirá velhas feridas em parte da população, reacendendo disputas entre seus moradores e revelando segredos que têm o poder de desequilibrar a frágil harmonia local.

Personagens hilários farão parte desta história que tem como mote principal a substituição do futebol pela Bocha como o esporte praticado e admirado por todos nestas duas comunidades.

Em parceria com a produtora de roteiros Coelho Voador, a série começará a ser roteirizada e será gravada no primeiro semestre de 2013.

Veja a Lista Completa dos selecionados!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Documentário "Eu sou mais eu" encanta o público


A comunidade prestigiou na noite de terça-feira passada, 25 de setembro, o lançamento do documentário “Eu sou mais eu”, que conta a história da musicista Ana Maria Mazzotti, que viveu em Bento Gonçalves na infância. O evento ocorreu na sala de cinema da Fundação Casa das Artes e foi prestigiado por cerca de 150 pessoas. Para homenagear a musicista, a noite contou com a interpretação de duas músicas de Ana, feita pelo tecladista e pianista Rafael Vignatti, pela cantora Cristiane Eckhardt e pela irmã de Ana, Lucia Mazzotti.
O documentário foi produzido pelo Curso de Produção Audiovisual com Ênfase em Documentários da Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves e teve o apoio da Bento Film Commission e Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR). “Temos dois objetivos com produções como esta. O primeiro é manter viva a memória dessas pessoas, mesmo após sua morte, como é o caso da Ana. O segundo é tornar Bento Gonçalves um pólo de produção audiovisual do Rio Grande do Sul, e sabemos que isso é possível, graças a todo apoio que recebemos da comunidade e do setor público”, coloca Boca Migotto, que junto a Felipe Gue Martini coordena o Curso. Para a secretária de Turismo, Ivane Fávero, que é também a coordenadora da Bento Film Commission, “Ana foi uma das grandes personagens do município, é nosso dever nos empenharmos para apoiar essas ações”.
A apresentação do documentário rendeu muitos elogios. “Fico emocionada em ver o resultado da produção, que conseguiu mostrar muito bem a identidade da minha irmã, uma pessoa muito iluminada”, colocou a irmã de Ana, Lucia, uma das depoentes do documentário. “É uma pena que se tenha demorado tanto para reconhecer o grande talento que ela foi, mas o resultado ficou maravilhoso”, acrescentou o também depoente Ademir Antonio Bacca. 
Sobre Ana Maria Mazzotti
Nascida em 17 de agosto de 1950, em Caxias do Sul, mudou-se para Bento Gonçalves ainda na infância, onde iniciou a atividade musical. Tocou em igrejas, cantou e regeu corais. Durante sua participação no Festival Bento Gonçalvense de Música, Ana conhece Romildo Teixeira Santos, com quem se casou em 1971.
Em 1978, o casal mudou-se para São Paulo, onde Ana tocou em diversas casas noturnas. Fez também algumas turnês no Rio de Janeiro e na Bahia, e foi convidada pelo pianista e tecladista de jazz norte americano Chick Corea para uma turnê nos Estados Unidos, mas morre pouco antes disso, em 20 de janeiro de 1988, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de câncer. 
Sobre o curso de Produção Audiovisual
O Curso de Produção Audiovisual com Ênfase em Documentários é oferecido pela Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves, através do curso de Publicidade e Propaganda, com direção de Boca Migotto e Felipe Gue Martini. Em 2012, chega a terceira edição, e inicia em outubro. As inscrições estão abertas. Mais informações no site da Faculdade Cenecista http://faculdade.cnecbento.com.br/.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Lançamento do documentário TCHECO

No próximo final de semana, a Epifania Filmes estará exibindo pela primeira vez, em Bento Gonçalves, o documentário TCHECO. O curta-metragem de 15 minutos foi realizado pela produtora em parceria com o estúdio SOM DE CINEMA, e contou com profissionais que trabalharam na obra de forma voluntária. A Epifania também contou com o apoio do Hotel Dall`Onder, da Don Gusto Pizzaria e do Restaurante Rodeio, que ofereceram alimentação e hospedagem para a equipe durante o final de semana de gravações.




O documentário conta a história de Francisco Pértile, descendente de italianos. Tcheco, como é chamado, nasceu no Brasil e quando criança gostava de olhar através das vidraças da escola o mundo lá fora. Adolescente, ganhou o mundo, foi servir o exército brasileiro e acabou na Segunda Guerra Mundial, lutando na terra natal dos seus avós.

O lançamento do documentário irá ocorrer no Hotel Dall`Onder, no domingo, dia 16 de setembro, as 19h30min.

È Tutto Vero!

A Epifania Filmes é uma produtora que batalha muito para realizar os projetos os quais acredita. Mas não apenas de filmes vive a Epifania. 

Boca Migotto, professor universitário no Curso de realização Audiovisual da Unisinos e também na Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves, desenvolve, junto com o colega Felipe Gue Martini, um projeto de Produção Audiovisual na cidade Bento Gonçalves, com o fim de capacitar talentos locais para ajudar na preservação da memória cultural local.

Assim, o Curso de Produção Audiovisual com Ênfase em Documentários, que está se encaminhando para sua terceira edição, já colhe frutos na região serrana. Além de formar inúmeros jovens na área da produção de documentários, se constitui agora, também, em um Núcleo de Produção oficial da Faculdade Cenecista, arregimentando em torno desse nome os jovens talentos da região que pretendem trabalhar com o audiovisual.

Dia 25 de setembro o Núcleo estará lançando o documentário Eu sou mais Eu, sobre a musicista bento gonçalvense Ana Maria Mazzotti, fruto da segunda edição do Curso de Documentários. Além disso, em outubro, acontecerá a terceira edição do mesmo, mais uma vez, voltado para a comunidade serrana.



A Epifania Filmes é parceira dessa iniciativa em Bento Gonçalves e também em outras regiões como em São Miguel das Missões, onde também já realizou cursos na área, voltados para a comunidade.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sexta-Feira

Um pouco de poesia:

Termina a aula, bato o ponto. Estou sem carro, e em São Leopoldo. Volto de metrô para casa, para Porto Alegre. É sexta-feira, o campus é belo, flores, árvores, wi-fi. Ônibus para chegar na estação? Me pergunto, cá com meus botões, porque o trem não passa mais perto? É sexta-feira, está lotado. São pessoas de bem, pessoas humildes, que dependem do transporte barato, subsidiado ...

pelo governo. Olhares preocupados, rostos cansados. A porta abre, uma mulher entra, fede, coitada, conta uma história, triste, ela foi abandonada. Precisa voltar para Santa Maria, pede esmola, ela também quer voltar para casa. Me pergunto se ela está falando a verdade ou aplicando mais um golpe. Na dúvida dou um real, poderia ser dois, mas e se for um golpe? Noutro não caio. Desço na rodoviária, vou para o Bom Fim. A pé. No centro se vende de tudo, dentro da estação mesmo. Um caixa eletrônico ao lado de uma promoção de calcinhas. Olha o churrasquinho! Tem também cachorro quente. Um churros, talvez? Pastel a um real. Ah, se não tivesse dado para aquela senhora. Um rapaz caminha fumando, fuma enquanto caminha. Outro cospe, no chão, quase sobre mim. Cuidado seu puto, grita o taxista, enquanto quase já me atropela sobre a calçada. Abre o olho na rodoviária, ali muito se assalta. Pego a Garibaldi, linha reta pro Bom Fim. Em poucos minutos, com sorte, sã e salvo. Uma prostituta de peito caído, outra de blusa rasgada conversam enquanto um homem passa a mão na bunda de uma delas, ou seria nas duas? Outro cidadão joga papel no chão, sobre o asfalto irregular, serviço mal feito, certo que foi desvio, de verbas. O papel, vejo agora, era o santinho do candidato a prefeito. Jovem e bem educado. Ao lado das putas um boteco, animado, já cedo a cachaça é a amante certa, enquanto as outras, lá fora, estão muito caras. Um rapaz recicla alumínio, vejam só, cata latinhas do lixo empilhado sobre a calçada. Desço para a rua, olho pro outro lado. Os prédios, belos, antigos, abandonados, em qualquer outro país seriam teatros, casas de cultura, bares bem freqüentados, restaurados. Aqui caem aos poucos, pedaço por pedaço, se esvai o cimento e o passado, uma hora dessas pode até matar um desavisado. Em meio a tanto elemento, tão grotesco quanto, é um playboy que passa, de carro importado, baixa o vidro e joga, quase em cima de mim, seu cigarro. E eu, professor, honesto, estudado, vou pra casa, é sexta-feira, tenho que corrigir trabalho, mas antes compro um vinho barato, de acordo com meu salário, porque ninguém consegue ser otário o tempo todo, estando sempre de cara, amarrada.

sábado, 7 de julho de 2012

Epifania Filmes em Gramado

Ignácio e Saldanha, curta-metragem da Epifania Filmes em parceria com a Coelho Voador, foi selecionado para a Mostra Assembléia Gaúcha de Curta-metragens. Os filmes selecionados serão exibidos no Palácio dos festivais, em Gramado, no domingo, 12 de agosto. A Mostra, que tradicionalmente ocorria na quinta-feira da semana do Festival, esse ano foi antecipada para o primeiro final de semana, abrindo assim as festividades do 40 Festival de Cinema de Gramado. Em 2012 foram mais de 40 filmes inscritos para 21 curtas selecionados.





quinta-feira, 21 de junho de 2012

Novos trabalhos em 2012

A Epifania Filmes estará apresentando, nos próximos meses, seus dois novos curta-metragens. 

O primeiro, Tcheco, que conta a história de um dos últimos pracinhas da Segunda Guerra Mundial ainda vivos no Rio Grande do Sul, será lançado em Bento Gonçalves, cidade onde o mesmo foi gravado durante um final de semana do inverno de 2011.

Com apoio da rede Dall'Onder de Hotéis, o curta-metragem foi todo fotografado em preto e branco e, mais do que contar as aventuras de guerra de Francisco Pértile, o Tcheco, tenta refletir sobre a terceira idade a partir da memórias do personagem que, justamente por causa da guerra, viajou o Brasil e a Europa enquanto hoje, nos seus 92 anos, vive fechado em sua própria casa, relembrando sua própria história. Antes mesmo de seu lançamento, Tcheco já está sendo escrito em festivais pelo Brasil e exterior.






O outro curta-metragem, Ignácio e Saldanha, parceria entre Coelho Voador e Epifania Filmes, é um recorte da vida de dois homens que tem como passatempo jogar damas nos finais de tarde. Enquanto jogam, conversam sobre suas vidas e realizações. Ignácio e Saldanha tem como produtoras associadas a Som de Cinema e Hype Studio, e como atores os consagrados Artur José Pinto e João França, além da participação especial da bela Gisela Sparremberger.




ADMIRÁVEL LANÇADOR DE DARDOS



Para logo, ainda, a Epifania Filmes estará finalizando o documentário Admirável Lançador de Dardos, um dos projetos selecionados pelo concurso Histórias Curtas da RBS TV, que viabiliza a produção de 8 projetos por ano. Admirável contará a história de Willy Seewald, um dos primeiros gaúchos a representar o Brasil em uma Olimpiada. As gravações ocorerram em março desse ano em Porto Alegre, São Leopoldo e Ivoti. 


CINE BRASÍLIA



A Epifania Filmes ainda está retomando as gravações de Cine Brasilia - A resistência dos Cinemas de Calçada. A primeira fase das gravações ocorreu em dezembro de 2011, na cidade de Carazinho e em agosto novas entrevistas serão realizadas com o intuito de contar a história desse cinema que marcou época no Rio Grande do Sul e que seu fechamento serve como mote para discutir e refletir sobre um a época de ouro do cinema no Brasil, quando as salas invariavelmente reuniam mais de mil pessoas por sessão, promovendo um importante papel social para as comunidades do interior do Estado. 



MEMÓRIAS EM SAL DE PRATA


Para fechar as novidades do mês, iniciou a fase de montagem do documentário Memórias em Sal de Prata, que conta a história de Seu Camillo e Seu Parisi. O primeiro, um apaixonado pelo cinema, o segundo, um apaixonado pela fotografia. A partir da relação desses dois personagens com o cinema e a fotografia, se discute a memória e a terceira idade em um país e em uma época quando as tecnologias digitais, mais do que nunca, nos confrontaram com o perecível.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lançamento do Documentário Sobrado Weber

Ocorreu nesse domingo, dia 20 de maio, na cidade de Tupandi, a entrega do Sobrado Weber à população local. Trata-se de um prédio antigo que foi adquirido pela prefeitura do município e totalmente restaurado através da LIC - Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. A Epifania Filmes acompanhou de perto o processo de restauro do prédio pois foi a vencedora da licitação municipal que tinha por objetivo selecionar uma produtora audiovisual para realizar um documentário acompanhando o processo.

O vídeo, dirigido por Boca Migotto, foi além. A partir do restauro do prédio, o documentário conta um pouco da história daquele sobrado, da família Weber, que além de construir-lo, viveu lá por muitos anos e da própria cidade de Tupandi.


A solenidade de entrega do prédio, na manhã de ontem, foi aberta com a exibição do documentário para toda a comunidade de Tupandi. Um sucesso que pode e deve se repetir novamente em outros projetos, pois tem o potencial de aproximar as artes visuais da arquitetura através de um único objetivo: a preservação da memória local.

Para ver o documentário, é só acessar o link da Epifania Filmes para a página do youtube.


 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ignácio e Saldanha

A Epifania Filmes rodou hoje o curta-metragem Ignácio e Saldanha.

O filme teve como locação o Jardim Botânico de Porto Alegre e foi realizado por uma equipe que trabalhou na base do amor à camiseta, uma vez que o projeto, totalmente independente, não teve patrocínio ou edital público por trás da sua realização.



O curta-metragem, que tem roteiro de Leo Garcia e direção de Boca Migotto, é uma co-produção da Epifania Filmes com a produtora de roteiros Coelho Voador, e conta com a participação dos premiadíssimos atores João França, interpretando Saldanha e Artur José Pinto como Ignácio, além da participação especial de Gisela Sparremberguer e do estreante Wilsom Rocha Xarão.




Conversa vai, conversa vem, histórias vão surgindo e o jogo nunca acaba.

Equipe: Boca Migotto (direção), Leo Garcia (roteiro), Bruno Polidoro (fotografia), Fernando Basso (som), Michi Nunes (make-up), Mariana Duda (figurino), Jô Fontana (elétrica), Pedro Rossa (câmera), Mariana Müller (produção), Xarão Vans (transporte).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Epifania roda SITCOM para ONG VIAVIDA


A Epifania Filmes rodou neste domingo um trabalho bem legal. Se trata de um SITCOM que tem como objetivo, através de um roteiro leve e engraçado, alertar os jovens sobre os perigos das hepatites. 



Rafael Mentges, Thiago Prade e Gisela Sparremberger.


Com produção da Epifania Filmes, o SITCOM tem roteiro de Leo Garcia, direção de Boca Migotto, direção de produção de Mariana Müller, figurino de Mariana Duda, direção de fotografia de Bruno Polidoro e som de Fernando Basso. 

                         
Thiago Prade e Gabriela Poester.


Os atores Rafel Mentges, Gabriela Poester, Thiago Prade e Gisela Sparremberger foram convidados para viver os personagens Goiaba, Marina, Pedro Henrique e Zuleiquinha. Aguardem para ver na página da Epifania Filmes no youtube.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ignácio e Saldanha

O novo curta-metragem da Epifania Filmes será gravado na próxima terça-feira, no Jardim Botânico de Porto Alegre. 

O roteiro de Leo Garcia, com direção de Boca Migotto, direção de fotografia de Bruno Polidoro, direção de produção de Mariana Müller, som de Fernando Basso e figurino de Mariana Duda, conta com a interpretação dos excelentes atores Artur José Pinto e João França, atores com quem a Epifania Filmes já havia trabalhado em Sapore d'Italia, série gravada no Brasil e na Itália para a RBS TV.



Ignácio e Saldanha fala de duas pessoas que nutrem uma longa e sólida amizade. Enquanto jogam damas, hábito que os une há muito tempo, os dois amigos falam sobre a vida e o tempo que passou.

A montagem e finalização de imagem do curta será de Alberto Feoli e finalização de som de Fernando Basso.



Artur e França ensaiando os textos.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma nova possibilidade em preservação da memória


A Epifania Filmes está entregando esse mês o documentário, ainda com título provisório, Sobrado Weber. Esta foi outra proposta interessante da Epifania Filmes e da PATRIMONIUMque se uniram para realizar esse documentário sobre a restauração de um prédio antigo da cidade de Tupandi. A prefeitura da cidade tombou como patrimônio arquitetônico e cultural da cidade uma antiga construção que pertenceu a família Weber e, com recursos da LIC, promoveu o restauro da edificação. 




Acompanhamos toda a obra de restauro, registrando não apenas as técnicas empregadas na sua restauração como também a história do prédio e o passo a passo do projeto, desde o tombamento do prédio até sua conclusão e acreditamos que está aí mais uma proposta diferenciada para que as cidades da região possam, através de um documentário, registrarem sua história. Um prédio antigo não é apenas uma edificação, pois carrega consigo as técnicas de construção utilizadas pelos nossos antepassados assim como carrega consigo também a própria história do povo que o construiu. É a partir desse mote que o diretor Boca Migotto desenvolveu o documentário que conta não apenas a história do sobrado, mas da própria cidade de Tupandi.




CRÉDITOS DO DOCUMENTÁRIO

roteiro e direção
BOCA MIGOTTO

assistência de câmera
MATHEUS BUTZKE PICCOLI
PEDRO ROSSA

música original
FERNANDO BASSO

som direto e desenho de som
FERNANDO BASSO

edição e finalização
BOCA MIGOTTO

produção executiva e coordenação de produção
MARIANA MÜLLER



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Acabam as gravações de "Memórias em Sal de Prata"


Finalizamos nesse domingo as gravações de Memórias em Sal de Prata. 



A última diária do documentário, que conta a paixão de Seu Camillo pelo cinema e de Seu Parisi pela fotografia, reuniu ambos na oficina de Camillo em Canoas. Os dois personagens, nos seus mais de 70 anos, viveram uma vida de dedicação e amor pela arte da imagem produzida a partir do sal de prata. 



Tanto Parisi, na cidade serrana de Veranópolis, quando Camillo, na grande Porto Alegre, foram ao longo dos anos colecionando equipamentos e imagens que ajudam a contar a história do cinema e da fotografia, além das  suas próprias histórias e das comunidades onde vivem. 









Nesse domingo, os dois personagens se conheceram e perceberam inúmeras semelhanças entre eles. Mas também diferenças. Memórias em Sal de Prata é um filme sobre o cinema, sobre a fotografia e sobre a capacidade dessas duas formas de arte apreenderem o tempo, mantendo-o vivo na memória das novas gerações. Mas também é um filme sobre a terceira idade e sobre o sentimento de esquecimento que paira sobre as pessoas que atingem tal idade. Coincidentemente, também a história e a memória cultural do Brasil sofre desse mal chamado esquecimento.




A equipe de Memórias em Sal de Prata, filme realizado com recursos próprios, e que só pode ser  produzido graças ao comprometimento desses profissionais com esse projeto, é formada por:



Produção Executiva: Boca Migotto e Mariana Müller
Direção e Roteiro: Boca Migotto
Direção de Produção: Mariana Müller
Direção de Fotografia: Bruno Polidoro e João Gabriel de Queiroz
Som: Fernando Basso
Apoio de Produção: Deise Chagas e Rogério Rodriques



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Novos Projetos da Epifania Filmes saem do papel - Histórias Curtas, da RBSTV e os projetos "Tcheco" e "Memórias em Sal de Prata" em produção


Tcheco - Memórias de um ex-pracinha
Um documentário curta-metragem da produtora conta a história de Francisco Pértile, o Tcheco, um descendente de italianos que foi enviado para o país de origem dos seus avós a fim de lutar na Segunda Guerra Mundial ao lado de americanos e ingleses.  Tcheco saiu de casa, em Bento Gonçalves, no ano de 1941, para servir o Exército em Quarai de onde foi enviado para o Rio de Janeiro e, da então capital federal, para a Europa. Sem poder ao menos voltar para casa para se despedir dos pais e da família. Voltou a ver a mãe somente quatro anos depois, com o fim da guerra. Ao contrário do que muitos podem pensar, Tcheco não se desesperou e conseguiu perceber o lado bom de ser enviado para o front de batalha. Ele conta suas lembranças nesse documentário que foi gravado em Bento Gonçalves no inverno do ano passado e agora está fase de finalização.

Equipe: Boca Migotto (direção), Bruno Polidoro (fotografia), Fernando Basso (som), Giana Milani (produção), Mariana Müller (produção executiva).

O Admirável Lançador de Dardos 
Um dos documentários selecionados pelo concurso Histórias Curtas da RBSTV, dentre 48 projetos, foi captado em 4 diárias no final do mês de março. As gravações do documentário, que aposta num tratamento ficcional para contar a história de Willy Seewald, foram realizadas em Porto Alegre, São Leopoldo e Ivoti. A produção pretende resgatar o nome de Willy Seewald, ex-atleta, descendente de alemães, foi o único representante do Rio Grande do Sul nas Olimpíadas de Paris em 1924. Willy saiu de uma São Leopoldo provincial, que no mesmo ano de 1924 completava um século da imigração alemã no Estado, para uma Paris cosmopolita e cultural. Como não poderia deixar de ser uma vez que vivemos no Brasil, um país sem memória, hoje praticamente ninguém sabe quem foi o então herói gaúcho Willy Seewald. O documentário está entrando em fase de montagem.
 

A produção contou com o apoio da Secretaria de Turismo de Ivoti, da Apema Locações, da Unisinos, do Museu Visconde de São Leopoldo, da Sociedade Ginástica de São Leopoldo, da Trensurb e das locações em Porto Alegre: Hotel Soler e Floricultura Boa Vista. Além, é claro, de todos os moradores de São Leopoldo e Ivoti, e dos familiares do Willy que se envolveram na produção.
Assista aqui ao teaser do documentário.

Memórias em Sal de Prata 
Esse projeto foi um dos documentários finalistas do concurso Histórias que Ficam, da Companhia Siderúgica Nacional. O projeto de um longa-metragem contava a história do fotógrafo aposentado Eligeu Parisi e de José Carvino Camillo, técnico cinematográfico aposentado. Ambos se conheceriam e decidiriam realizar uma viagem pela Estrada Geral, que liga Montenegro a Lagoa Vermelha e corta diversas cidades da Serra Gaúcha, encontrando, conversando e registrando histórias de outros “velhos” assim como eles. A idéia era tratar a temática da terceira idade, do que significa ser velho em um país que a velhice significa exclusão. Através dessa viagem, esses dois homens, em seus mais de 70 anos, dariam uma lição ao se preocuparem em utilizar suas formações em fotografia e cinema para documentarem as histórias das pessoas que encontrariam ao longo dessa viagem. Vale lembrar que a Estrada Geral foi uma picada indígena que serviu de caminho natural para a imigração na região. Desde Montenegro, subindo a Serra, alemães, poloneses, suíços, italianos e suecos deixam suas marcas na cultura, na fisionomia e nos sotaques praticados ao longo dessa estrada, reproduzindo aqui, nos confins da América do Sul, ao longo de uma única estrada, a Europa do século XVIII que seus antepassados deixaram para trás.
Infelizmente o projeto ficou em segundo lugar entre os três projetos do sul e não foi contemplado com os recursos para a captação do mesmo. Por isso, a Epifania Filmes decidiu desmembrar o projeto em dois, separar as histórias pessoais de Parisi e Camillo do documentário sobre a Estrada Geral e realizar o primeiro com recursos próprios. E isso só é possível graças ao apoio de profissionais como Bruno Polidoro, Fernando Basso João de Queiroz, que junto com a Epifania, estão abraçando esse projeto, assim como parceiros como  a Ray Produtora, de Porto Alegre e o Hotel Princesa dos Vales, de Veranópolis, que estão apoiando a produção. 
Assim, ao longo dessa segunda semana de abril, a equipe grava em Canoas e Veranópolis as entrevistas dos dois personagens que dedicaram suas vidas ao registro da memória através da película de foto ou cinema. Sal de Prata é o nome do reagente químico que permite a impressão da imagem no filme utilizado tanto para a fotografia quanto para o cinema.
Assista aqui ao teaser do projeto. Em breve postaremos fotos dos bastidores!

Documentário sobre Ana Mazzotti está quase concluído


O documentário sobre a cantora Bento Gonçalvense Ana Mazzotti, considerada por muitos músicos dos anos 70 e 80 a nova Elis Regina, está em fase na fase final de produção. O documentário é fruto do segundo Curso de Produção Audiovisual com Ênfase em Documentários realizado na Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves com orientação de Boca Migotto (Ivanir Migotto) sócio e diretor de cena da Epifania Filmes e seu parceiro de projetos Felipe Gue Martini. Na primeira edição do curso, os alunos  realizaram o documentário Gigante de Ferro, exibido pela RBSTV em Curtas Gaúchos. Nessa segunda edição, que ocorreu em julho de 2011, o tema escolhido foi documentar a história pessoal e carreira da inventiva cantora, que era admirada por Hermeto Pascoal mas morreu jovem, vítima de um câncer de mama.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

que venha 2012!




Bem vindos a 2012, ano do fim do mundo pelo calendário Maia. É bem verdade que o mundo já acabou inúmeras vezes. Desde 1999 foram pelo menos umas dez previsões catastróficas. Mesmo assim, nós continuamos por aqui vivendo, sorrindo, sofrendo, amando e, em alguns casos, também odiando, afinal somos todos humanos, mas dizem os especialistas em tragédias, que desse ano o planeta não passa.


No entanto, justamente por isso, seguimos trabalhamos muito, seguimos estudando, melhorando e sempre buscando novas histórias para contar.


2011 terminou bem. Depois de um ano cheio de trabalho, viagens internacionais e a produção de Sapore d’Italia, o ano se encerrou com a não aprovação dos nossos projetos nos editais do Iecine e Santander. Faz parte, as chances são mínimas, e cada vez há mais projetos para o mesmo número de editais. Não é fácil. No entanto, a notícia da aprovação do nosso projeto Memórias em Sal de Prata para o pitching Histórias que Ficam, da Companhia Siderúrgica Nacional, nos deu um novo vigor para o novo ano. Foram 351 projetos de todo o Brasil e o nosso ficou entre os 12 pré-selecionados. Infelizmente, apesar do trabalho bem feito para a apresentação do mesmo em São Paulo, Memórias ficou em segundo lugar, como suplente, e não foi contemplado. Valeu pela experiência, sigamos porque tem muito pela frente.


Por outro lado, a Epifania Filmes, de forma inédita, já no início de 2012 conseguiu aprovar seus dois projetos para a fase final do concurso Histórias Curtas da RBS TV, que acontece já agora em fevereiro. Então não há tempo para choro nem vela, o negócio é baixar a cabeça e mergulhar na preparação para mais esse pitching.


Também temos um documentário para acabar. Cine Brasília, que foi gravado em dezembro de 2011 em Carazinho, terá a segunda fase de gravações em Porto Alegre ainda em janeiro. Além disso, vamos rodar um curta-metragem em março, ainda com título provisório, mas uma história muito legal, roteiro do nosso parceiro Leo Garcia, e temos todos os ensaios com atores e produção para iniciarmos em fevereiro.


Além desse, temos um projeto bem legal de documentação da restauração de um prédio histórico em Tupandi que já inicia agora em janeiro e segue até abril, com captação de imagens e depoimentos que contam a história do prédio e sua reforma. Esse projeto, que já é legal por trabalhar com memória e restauração do patrimônio arquitetônico da região, tem potencial para se transformar em algo ainda maior, e 2012 nos dirá isso, se o mundo não acabar.


Para fechar o início de ano, temos também a montagem do curta-metragem Tcheco, sobre a história do pracinha, descendente de italianos, que lutou no Exército Brasileiro na Segunda Guerra Mundial. A meta para o primeiro semestre é ter essas três obras concluídas para serem lançadas e ingressarem no circuito de festivais ainda no segundo semestre de 2012, antes que o mundo acabe.


Por isso tudo, e por tudo que ainda está por vir, esperamos que 2012 seja ainda melhor que 2011 e com um final de ano perfeito, sem fim do mundo e sim com muita comemoração. Temos certeza que lá em dezembro estaremos todos juntos comemorando mais um ano de muita produção, muito aprendizado, e esperamos, também um pouco de grana. E o mundo, este continuará respirando no mesmo ritmo de todos nós, talvez um pouco mais poluído, provavelmente um pouco mais quente, mas quem sabe, também, muito mais consciente sobre tudo isso. Assim, quem sabe as previsões para 2013 sejam de um planeta mais saudável e uma população menos alienada em Big Brothers e Micheis Telós da vida e sim mais engajada naquilo que realmente importa.