segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Depoimento dos Alunos - Gigante de Ferro


Os textos abaixo são de autoria de Matheus Butzke Piccoli, Issac Merlo e Fernando Menegatti, alunos do Curso de Extensão em Produção de Documentários realizado em junho de 2010, na faculdade Cenecista de Bento Gonçalves. O curso tinha o objetivo de introduzir o fazer audiovisual a uma comunidade que carrega em si um história rica e diversificada e, ao nosso ver, dos professores idealizadores do curso, necessita resgatar, refletir e apreender essa sua história. Não sabiamos se o curso teria alunos suficientes para poder viabilizá-lo, pensamos o mesmo para 20 alunos e comunidade em geral, no fim, se inscreveram 12. Resolvemos viabilizar o curso mesmo assim e foi a melhor decisão que tomamos. Quem sabe o sucesso dessa primeira edição do curso se reflita em uma  procura maior para uma possível segunda edição agora em 2011. 
Boca Migotto
"Certamente, participar da produção do documentário Gigante de Ferro foi, de longe, uma das melhores experiências da minha vida. Fato decisivo para a escolha da carreira. Foram dias intensos, de muito trabalho e aprendizagem – principalmente aprendizagem. Da turma, fui “o corajoso” (como me disseram) em aceitar o cargo de Diretor. Já dizia meu professor Boca Migotto: “O Diretor é aquele que desce pro inferno pra só depois poder subir aos céus”. E o Gigante comprova a justa colocação. Sempre me lembrarei da primeira entrevista com o Sr. Cavanholi. Entre eu e ele, não sei dizer quem tremia mais. Toda a equipe concentrada – e ao mesmo tempo nervosíssima -, esperando o movimento do diretor, e o professor no pé do ouvido: “Pede se ele já andou de trem”. Em dois dias de gravação evoluímos muito. Tanto na qualidade das imagens e da pesquisa, quanto no coleguismo e profissionalismo da equipe. Na edição: empenho, talento e manhãs dedicadas ao propósito. Ao vê-lo pronto, a certeza de que o resultado havia superado a tarefa. Porque eu digo isso? Pela reação mais do que surpreendente do público nas mostras realizadas em Bento Gonçalves e Cotiporã. Por que o curta alcançou uma das maiores redes de comunicação do estado: RBS POA. Por que, e mais importante para mim, quando assisti ao documentário com minha família, este levou-os às lágrimas. Graças a cada uma das 17 pessoas que fizeram parte disso. E a estas pessoas, lhes saúdo com um “Muito Obrigado”. Seria injusto se não o fizesse". (Matheus Butzke Piccoli)


"Confesso estar afortunado com tudo isso. Parece que não é verdade, porque iniciamos de uma experiência, do amadorismo para cair na programação da RBS TV. Meu sentimento sobre este trabalho posso dizer que é especial. Por ter conseguido convencer a todos sobre o argumento escolhido. Mais ainda, porque nem eu sabia que esses trilhos carregavam tamanho valor na história. Gigante de Ferro, a Ferrovia do Trigo, me proporcionou uma experiência maravilhosa de conhecimento, de novas situações, de barreiras que podem ser quebradas, enfim. Foram tantas coisas boas que aconteceram que fica até difícil citar. Todas as vezes que o documentário foi exibido na região, eu estive presente e posso afirmar que a reação do público foi vibrante. Duvidei disso no início, não pode ser. Foi suado, cansativo e bem feito, mas foi o primeiro. Por alguns instantes duvidei de mim mesmo. Me enganei, foi brilhante. Os moradores de Cotiporã, minha cidade, passam por mim e comentam muito, parabenizam, fazem perguntas... isso já basta, o reconhecimento. Por essas e outras, temos motivo de sobra para estarmos felizes com o sucesso de um trabalho bem realizado, de um grupo de alunos que mal se conheciam e apostaram tudo para tornar realidade o projeto do Curso de Audiovisual. Os professores então, cabiam a eles nos encorajar e mostrar o caminho. Agradeço a eles pela confiança e pelo empurrão, pois fomos longe, muito mais do que imaginávamos. E isso é apenas o começo, eu espero". (Issac Merlo)


"Fazer O Gigante de Ferro foi algo excitante e ao mesmo modo intrigante e indignante diria eu, pois se tinha o prazer de olhar, caminhar, sentir toda a grandeza construída seguindo a ferrovia em si, porém já sem vida e proveito, algo adormecido que ninguém valoriza. Em SET, ouvindo alguns dos entrevistados balbuciando sobre a volta, mas agora recuada ao turismo eu pensava: ai é que está o erro, só pensam na estética, mas não no funcional e no ademão que isso iria originar para as rodovias na questão do transporte de pessoas e de cargas também, pois há muito pouco transporte de cargas através de ferrovias hoje no Brasil. Penso eu que tudo valeu muito, começando pelas belas paisagens avistadas por meio da exploração do percurso. Na ilha de edição uma das provocações de todo o documentário está em acoplar cada uma das histórias, não só sobre a ferrovia, mas sim histórias de vida de cada um dos depoentes e assim transformá-las todas contíguas em um verdadeiro alvitre de orgulho e sucesso como foi o Gigante de Ferro. A minha maior preocupação estava na questão de seguirmos a linha como ela manda, pois eu não estava nenhum um pouco feliz em pregar a história das ferrovias na cruz do roteiro, acho que se tivéssemos feito isto, com certeza a qualidade da narrativa estaria comprometida, e foi assim que na montagem se iniciou uma nova etapa, a hora de reescrever o roteiro, apagar uma boa parte e montar de modo que estivesse coerente com o sentimento de cada um da história e que fechasse com o teu próprio sentimento, com aquilo que realmente se está querendo passar após ter vivido a vida de todas aquelas pessoas. Resumindo, penso eu que cada hora e cada dia que passamos juntos no projeto foi o resultado de comprometimento e bons frutos que geraram e continuam gerando oportunidades a todos que ali estiveram, agora é só cada um saber aproveitar de modo correto. Espero que a maior parte dos envolvidos prossiga disseminando as histórias que queiram contar, sejam elas ficcionais ou documentais por meio do magnífico e mágico mundo do audiovisual". (Fernando Menegatti)

Um comentário:

  1. sucesso pra série! to loco pra ver ela no ar pra todo mundo ver!

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